quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pedagogia do Oprimido


 Lorena Fernandes escreve sua crítica ao texto Primeiras Palavras de Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido. Confira:


O texto de Paulo Freire, contido no livro Pedagogia do Oprimido, mostra a opressão contida na sociedade e no universo educativo, em especial na educação/alfabetização de adultos. A opressão é apresentada como problema crônico social, visto que as camadas menos favorecidas são oprimidas e terminam por aceitar o que lhes é imposto, devido à falta de conscientização, sem buscar realmente a chamada Pedagogia da Libertação.
A educação exerce papel fundamental no processo de libertação, pois é apresentada a concepção “bancária” como instrumento de opressão. Nesta visão o aluno é visto como sujeito que nada sabe, a educação é uma doação dos que julgam ter conhecimento. O professor, nesse processo, “deposita” o conteúdo na mente dos alunos, que a recebem como forma de armazenamento, o que constitui o que é chamado de alienação da ignorância, pois não há criatividade, nem tampouco transformação e saber, existindo aí a “cultura do silêncio”, isto porque o professor é o detentor da palavra, criando no aluno a condição de sujeito passivo que não participa do processo educativo.
O educador antes “dono” da palavra passa a ouvir, pois “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. Isto é justamente o que foi chamado de mediatização pelo mundo, espaço para a construção do profundo amor ao mundo e aos homens. Contudo é preciso que também haja humildade e fé nos homens. O diálogo começa na busca do conteúdo programático.
Neste cenário é necessário unir para libertar, conscientizando as pessoas da ideologia opressora, motivando-as a transformar as realidades a partir da união e da organização, instaurando o aprendizado da pronúncia do mundo, onde o povo diz sua palavra. Nesta teoria a organização não pode ser autoritária, deve ser aprendida por se tratar de um momento pedagógico em que a liderança e o povo fazem junto o aprendizado, buscando instaurar a transformação da realidade que os mediatiza.
O que fica evidente é que o opressor precisa de uma teoria para tornar possível a ação da opressão, deste modo o oprimido também precisa da teoria para sua ação de liberdade, que deve ser pautada principalmente na confiança no povo e na fé nos homens, para que assim “seja menos difícil amar”.
 Lorena Fernades

Paulo Freire




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Carta da terra

 Alexandre Freitas, inspirado, fala sobre a Carta da Terra. Uma das discussões trazidas pelo Professor Rodrigo nas aulas de Filosofia deste semestre:

A carta da terra é uma carta criada pela ONU e apresentada na convenção ecológica na cidade do Rio de janeiro em 1992, mas somente no ano de 2000 que foi publicada e distribuída entre muitos países. A carta trata-se de um documento que aborda princípios relativos a vida em comunidade, ecologia, vida social-econômica e paz. Estes princípios foram criados para dar maior sustentabilidade ao nosso planeta e uma melhor condição de vida para todas as populações da terra, a partir de medidas que tem como objetivos a união todos os países para acabar com vários problemas que ameaçam a vida das pessoas em todo planeta, podendo citar o aumento de bens de produção, esgotamento de recursos, desigualdades sociais absurdas e conflitos desnecessários em várias regiões do mundo.
Podemos destacar alguns destes princípios que a carta aborda. Com relação a vida em comunidades a carta sugere um maior respeito a terra e sua diversidade e sociedades mais justas. Na parte ecológica a carta procura mostrar a necessidade de proteger e restaurar os sistemas ecológicos, prevenir danos ao meio ambiente, adotar padrões de produção, direitos humanos e bem-estar de todos e desenvolver estudos de sustentabilidade. Na parte que abrange a vida social e econômica a carta adota princípios para acabar com a pobreza, acesso igualitário a saúde e educação, combater a discriminação. Destacando também o principio que aborda a paz nas nações a carta propõe o fortalecimento, transparência e a cesso a justiça nos países, educação em todo o processo de vida, respeito e promovendo a não violência e paz.
Ao analisar o contexto em que a carta foi elaborada, período este que a terra sofre em todos os aspectos. No que diz respeito vida nunca houve tantos atentados contra a vida, atentados assinados por religiosos, por separatistas, racistas entre outros. Nunca se viu em outros tempos tanto desmatamento, poluição, matança de animais por puro prazer, consumo totalmente desenfreado, causando preocupações com a produção de energias não renováveis. A pobreza atinge níveis que jamais ninguém poderia imaginar, pessoas vivendo alem da miséria e sem comida, acesso escolar, saúde, tudo isso gerado por causa das grandes desigualdades sociais, e a total cegueira por parte dos países ricos aos famintos e guerras civis na áfrica, continente totalmente abandonado por todos. Não posso deixar de falar das guerras que tem ceifado vidas absurdamente.

A renovação proposta na carta da terra propõe mudanças profundas na vida da terra, abrangendo todas as áreas conforme proposto neste texto, carta que tem um texto forte, audacioso e na minha opinião bastante utópico. Como seria maravilhoso ver todas estas mudanças propostas na carta, como seria bom ver mundo sem guerras, fome, poluição, desigualdades sociais e sem violência. Se um terço das propostas criadas pela carta fosse assumida pelos países que a apóiam, que foram traduzidas por mais de quarenta línguas e apoiada por milhares de entidades pelo mundo a fora, já teria um resultado fantasticamente benéfico.
Na elaboração dos princípios propostos pela carta, muitos países acharam uma maravilha, mas na hora de colocá-los em prática, defendem primeiramente seus próprios interesses, muitos não assinam tratados para reduzir a poluição porque alegam que afetaria a sua economia. Outros querem defender a paz gerando guerras sem causas, ou visando interesses próprios. Tem países que pregam liberdade, mas não combatem a discriminação racial e sexual, outros países não permitem uma liberdade religiosa e outros não conseguem combater os desmatamentos e queimadas para criação de gado emitindo grandes quantidades gás carbônico na atmosfera. Falando um pouco agora do Brasil, como seria bom ver algumas destas propostas efetivamente empregadas. Imagine os nossos políticos combatendo a corrupção, as nossas policias acabando com a violência, as grandes desigualdades sociais extintas e todas as pessoas tendo acesso a saúde e educação, por isso acho as propostas desta carta utópicas, um texto bem elaborado, mas com pouca aplicação.
Ainda que ache utópicos os princípios da carta da terra, é claro que gostaria de vê-los sendo praticados, como seria bom ver todos empenhados no combate aos problemas propostos. Espero que os governantes acordem para a realidade que bate a porta, sinais estão visíveis em toda a terra, de que mudanças reais precisam ser aplicadas, deixando os interesses individuais de lado e partindo para ações coletivas de ordem mundial. Estamos caminhando a passos lentos, podemos ver poucas mudanças acontecendo depois da elaboração da carta, alguns tratados foram criados para combater a poluição, mas sem a participação efetiva de todos, porque uma tecnologia que atende um certo país não é interessante para outros, nada esta sendo feito para acabar com a fome e as doenças que matam milhares na África, atentados matam diariamente pessoas por causa da intolerância religiosa e as desigualdades sociais são as maiores registradas no mundo.
Princípios tratados na carta da terra são importantes desde que haja um comprometimento de todos, quando falo de todos, estou incluindo não so os nossos governantes, mas sim toda a sociedade, porque as mudanças começam a partir de cada um de nos, com cobranças e atitudes, e é nosso dever também mostrar a todos que é necessário a mudança de comportamento das pessoas, deixando de ser passivas e omissas com as coisas que acontecem, achando que tudo é normal, ou dizendo “isto não é comigo, não e da minha conta”, devemos mostrar que qualquer atitude que nos fazemos reflete de maneira positiva ou negativa, por menor que seja. Espero que as futuras gerações não paguem pelos nossos erros, espero que nossas atitudes ajudem a mudança de comportamento delas, fazendo com que tenham objetivos reais, e mudanças verdadeiras acontecem no mundo inteiro.
“ Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho e na ação reflexão.” (Paulo freire)



Mensagem inicial

Bem vindos
Menino e meninas da turma I. Aos que se acrescentam a nós por muito ou pouco tempo e aos que não tiveram a oportunidade de conviver pessoalmente com essa galera mas através desse NOVO ESPAÇO poderá interagir e fazer parte da formação de grandes personalidades.
E isso não é apenas um jargão de propaganda, já somos grandes estarmos onde estamos, por chegarmos onde chegamos e por acreditarmos como Paulo Freire que "A educação é dificil, mas não é impossível."

  • Mas e ai, quem somos?
    Somos estudantes de Pedagogia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) atualmente estamos no 4º período, ja passando para o 5º (assim seja). O blog é moderado por um grupo pequeno de nossa sala, mas já adiantamos que todos fazem partes desse novo projeto, esse é o principal objetivo.
  • O que é o Blog?
    Um espaço novo para debate, mais um lugar para continuarmos alguma discussão iniciada na sala mas interrompida pelo onibus que passa as 22h e leva as pressas boa parte da turma Um lugar que funcione também como guia rápido de caminhos bons que um estudante possa percorrer pela "net." E um lugar que possamos nos expressar, formalmente ou informalmente, sem censura ou vergonha para falar

  • O que nos motivou?
    Iniciamos e dedicamos as primeiras postagem desse blog a uma discussão iniciada nas aulas de Filosofia da Educação 2, com o professor Rodrigo Marcos. Este foi quem nos incentivou a uma representação não acadêmica dos temas estudados com ele. Surgiu aí a idéia do BLOG




    Naveguem, leiam, desfrutem e nos retorne.



Mais uma, vez Bem Vindos!
A equipe moderadora:
Alexandre Freitas
Aline Maria
Gyselle Luciene e
Lorena Fernandes.